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Conjuntivite Alérgica

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19 de junho de 2020

Conjuntivite Alérgica é a alteração da superfície ocular causado por mecanismo de hipersensibilidade a algum agente alérgeno. Esta doença acomete cerca de 20% da população e tem como sintoma principal o prurido ocular.

As principais formas da conjuntivite alérgica são:

- Conjuntivite alérgica (sazonal ou perene)
- Conjuntivite primaveril
- Ceratoconjuntivite atópica
- Conjuntivite papilar gigante

A conjuntivite alérgica sazonal é a forma mais comum de alergia ocular, os sintomas são suficientes para procura médica. As crises da forma sazonal ocorrem em certas estações do ano e são desencadeadas pela exposição ao pólen atmosférico (pólen e gramíneas).
Elas desaparecem com o fim da emissão do alérgeno e a pessoa apresenta episódios sazonais de prurido, hiperemia conjuntival e hipertrofia papilar da conjuntiva palpebral superior.

A conjuntivite alérgica perene é semelhante a sazonal, porém, crônica e os sinais e sintomas são menos intensos. Ela ocorre ao longo do ano todo, com exacerbações sazonais discretas. Acontece pela exposição a alérgenos perenes, normalmente domésticos, como o ácaro presente na poeira doméstica.

Para ambas o tratamento é:
- Inicialmente consiste em evitar o alérgeno (medidas de higiene ambiental);
- Compressas frias (água filtrada/evitar água boricada) para aliviar o prurido;
- Instilação de colírios lubrificantes para diluir e ajudar a drenar os alérgenos e mediadores inflamatórios presentes na superfície ocular;
- Durante as crises da forma sazonal ou na exacerbação da forme perene (anti-histamínico tópico por 15 a 30 dias);
- Casos leves podem ser tratados com anti-inflamatórios tópicos
- O tratamento medicamentoso deve ser instituído apenas quando os sinais e sintomas são realmente importantes

A Ceratoconjuntivite Primaveril é uma afecção alérgica crônica bilateral da conjuntiva, com exacerbações sazonais e mais frequente na primavera e verão, em regiões de clima quente e seco. Afeta principalmente meninos entre 2 e 10 anos de idade, com tendência a resolução espontânea na puberdade. Antecedentes pessoais e familiares de doença são frequentes.
A apresentação clínica é geralmente prurido, lacrimejamento, fotofobia e secreção mucosa.

O tratamento indicado é tomar medidas gerais para eliminação do alérgenos. Nos casos leves, devem ser feitas compressas geladas e pode ser receitado pelo oftalmologista a aplicação de vasoconstrictores e anti-histamínicos tópicos. Nos casos graves a aplicação de esteroides tópicos pode ser necessária.

Dermatoceratoconjuntivite Atópica:

Ela é uma inflamação crônica e bilateral da conjuntiva e pálpebra. As crises são mais frequentes no inverno, principalmente no sexo masculino, após os 40 anos de idade, embora tenham sido descritos casos em crianças.

As crises são geralmente desencadeadas por exposição a ácaro presente no pó doméstico e em pelos de animais.
Durante as crises, os sintomas são intensos e caracterizados pela presença de prurido, lacrimejamento, visão embaçada e fotofobia. As pálpebras apresentam descamação.

O tratamento, como na ceratoconjuntivite primaveril, é medidas gerais para a eliminação do alérgeno. Por representar a forma mais grave de alergia ocular, durante as crises, recomenda-se o uso de anti-histamínicos tópicos por 15 a 30 dias associados a estabilizadores de mastócitos por tempo prolongado.
Quando houver envolvimento da córnea, corticoides tópicos potentes são mandatórios para controle da crise e lágrimas artificiais podem ser indicadas principalmente nos casos de olho seco secundário associado a doença.

Conjuntivite Papilar Gigante:

É caracterizada pela presença de papilas gigantes na conjuntiva palpebral superior, associada mais frequentemente ao uso de lentes de contato gelatinosas.
Ela ocorre por intolerância ao uso da lente de contato, caracterizada pela presença de secreção mucosa na manhã seguinte a remoção da lente é a queixa inicial, seguida por sensação de corpo estranho e prurido.
O tratamento consiste em suspensão do uso das lentes de contato. Na readaptação ao uso das lentes de contato, as lentes devem ser substituídas por um material diferente ou devem-se substituir os produtos de limpeza e manutenção das lentes.
Nos casos mais avançados, os pacientes devem ser orientados a não usar as lentes por pelo menos 30 dias, para que se obtenha melhora dos sinais inflamatórios.

As conjuntivites alérgicas têm uma correlação direta com o sintoma de prurido ocular e que caracteriza a doença associada a constantes manipulações oculares e relatos de coceira por parte dos pacientes. As alergias devem ser acompanhadas de perto pelo médico oftalmologista sendo tratadas de forma a fazer com que os sintomas sejam neutralizados na maioria das vezes. No período da Pandemia os olhos são também fonte de contaminação pelo SARS-COV-2 vírus causador da COVID-19 e que é muitas vezes introduzido no corpo através dos olhos a partir da manipulação do coçar e gerando a doença tão temida neste momento de crise.

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